Em 15 dias, arderam 63.166 hectares, mais do dobro da área consumida pelo fogo os últimos sete meses e meio, segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
De acordo com o 6.º relatório provisório de incêndios florestais, até 31 de agosto, os fogos consumiram uma área total de 94.155 hectares, enquanto no relatório anterior, até 15 do mesmo mês, a área ardida era de 30.989 hectares.
No total, já arderam 94.155 hectares, o que equivale a cerca de onze vezes a cidade de Lisboa, que tem 85 mil quilómetros quadrados, ou seja, 8500 hectares.
Segundo o ICNF, entre 1 de janeiro e 31 de agosto registaram-se 14.143 incêndios (2451 incêndios florestais e 11.692 fogachos), entre povoamentos (33.005 hectares) e matos (61.150 hectares).
"Comparando os valores do ano corrente com o histórico dos últimos dez anos, destaca-se que se registaram menos 15% de ocorrências relativamente à média verificada no decénio e que ardeu menos 20% do que o valor médio de área ardida no mesmo período", pode ler-se no relatório.
Maioria dos fogos em agosto
O ICNF sublinha ainda que em agosto se registou cerca de 52% do total de incêndios, correspondendo a cerca de 77% do total da área ardida "face às condições meteorológicas adversas, favoráveis ao aumento do índice de risco de incêndio (temperaturas máximas superiores a 30ºC em todo o território e vento fraco de leste)."
O maior incêndio localizou-se em Alfândega da Fé, na localidade de Picões, distrito de Bragança: deflagrou no dia 9 de julho e consumiu uma área estimada de 14.912 hectares.
Os distritos do Porto, Braga e Viseu registaram o maior número de fogos, com 4339, 1447 e 1385 ocorrências, respetivamente. Viseu foi, contudo, o distrito com maior área destruída, com cerca de 27.655 hectares de floresta ardida.
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